maio 24, 2002

Epifania

Uma vez eu atingi a essência da minha porca existência. Estava no hospício. À minha direita um rapaz me contava que ficou louco porque tomou batida de amendoim. À minha esquerda um outro cara repetia uma ladainha incessante e desconexa (os dedos com queimadura de segundo grau, às vezes não distinguia o cigarro dos dedos). Um calor assassino. Ao fundo tocava “Melô da popozuda”. Outro maluco, matricida, espera no leito para ser assistido por mim. Naquele exato momento eu entendi tudo.

Posted by Radamanto at maio 24, 2002 4:42 AM