julho 14, 2004

Olavete é a tua mãe (nefando é o teu cu)

A profusão de débeis mentais pela Internet é dos espetáculos mais divertidos para se apreciar. Ler a resenha (bwargh) de Julio Daio no Digestivo sobre o livro dos wunders foi um dos maiores prazeres humorísticos que tive desde a primeira vez que assisti a Em Busca do Cálice Sagrado. O estilo e os preconceitos são o homem, sempre.
Julio Daio Borges, a múmia, me chama de olavete. Olavete é a tua mãe.
Eu gosto do Olavo de Carvalho. É um gênio, é o que há. Nos apresenta uma série de mentes interessantes, de esquemas de pensamento originais e, acima de tudo, é honesto.
Já o senhor Julio Daio é um palhaço, um bufo que tenta chamar a atenção para si próprio por quaisquer motivos. É tão tonto que faz uma resenha (blergh) de um livro sem falar do livro.
Admito: consegue chamar a atenção. É tipo um Polzonoff. A Internet está infestada desses tipos.
Eu, por exemplo, fiquei besta ao ler aquilo que ele escreveu no Digestivo. O que, afinal, ele quis dizer? Nos chamou de olavetes, a nós todos, wunders, tão diferentes entre si. Sobre isso, da minha parte tenho que dizer apenas o seguinte: olavete é a tua mãe – repito pra sempre.
Gosto do Olavo e sou gratíssimo por tudo que ele me apresentou. A originalidade dos pensadores que Olavo edita, a seriedade que ele instiga, a maneira cuidadosa de lidar com o pensamento, o respeito pela inteligência, o estilo bonito. A criatura Julio Daio poderia se beneficiar disso tudo se não fosse besta como é. Prefere resumir tudo a um esqueminha direita-esquerda que o desobriga de pensar. Olavete é a tua mãe - eu não me canso.
Julio Daio me acusa de professar a filosofia de Olavo de Carvalho. Eu? Filosofia? Carvalho? Nem sei o que é isso. Se alguém achar filosofia em qualquer dos meus textos ganha uma bala Soft de presente.

Julio Daio Borges não prega o pau em todos os wunders, ele faz concessões, ele é bonzinho e justo. Por exemplo, ele diz: “seria injusto reduzi-los (os wunders) à condição de discípulos de Olavo de Carvalho, principalmente por causa de Fabio Danesi Rossi (um ateu) e de Daniel Pellizzari (um neófito).” Que coisa imbecil é essa? Tenho preguiça de discutir os pormenores, será que ele achou que puxar o saco de uns wunders daria um verniz honesto ao que ele diz? Que pareceria menos ordinário seu artifício de falar do livro sem falar do livro? Que mérito há em ser ateu ou neófito? Eu sou santista (Peeeeixe! Peeeeeixe!), vale alguma coisa? Olavete é a tua mãe, Julio Daio.
Mas eu estou bobo, o enigma me deixa bobo. Por que, afinal, alguém escreve aquilo? É invejinha? É síndrome?
Não, não é. O problema é que Julio Daio é feio, bem feio, e ridículo.
Vocês podem ver aqui.
É muito bom saber que eu jamais serei feio como o Julio Daio, nasci mais bonito. Julio Daio pode passar o resto da vida difamando quem quer que seja, nada vai mudar seu destino de ser feio. É como na piada.
Seu feio! Gordão! Cara de melão! Olavete é a tua mãe!

Posted by Radamanto at julho 14, 2004 4:15 AM