setembro 25, 2005
setembro 20, 2005
Eu plefilo melão

A nata da inteligência progressista você encontra aqui e aqui.
Agora, se vocês querem emoção e aventura, Além da Imaginação, então pega aqui.
Mais banha no debate: aqui.
Tudo com uma carinha tão bonita de "mamãe quero ser nazista".
Pena que a Polônia seja tão distante, não é minha gente?
abre a cortina
"Apolônio! Você por aqui?"
(Hamlet, Act 3, Scene 4)
setembro 18, 2005
setembro 17, 2005
setembro 8, 2005
Vivências
Um dia o Círculo do Livro apareceu na porta da minha casa, oferecendo As Viagens de Gulliver e Madame Bovary. Perguntei se eram "edições da caixinha", ao que eles não souberem responder. Disse então que não me interessava e ia bater a porta, quando eles ofereceram pó e "uma erva da boa", conhecida como Terri Schiavo pelos poderes de amortecer a consciência.
Recusei mais uma vez, eles oferecerem então "uma completinha sem capote". Foi quando levei a mão à cintura e, em vez de rebolar, como eles esperavam, revelei que estava armado. "Balas de prata", disse mordazmente. "Uma para cada desgraçado son of a bitch of you!"
Eles se foram.
Três dias depois a Maçonaria ligou em casa.
A sabedoria profunda dos antigos
"Para superar a gagueira e exercitar a dicção, Demóstenes ia todos os dias à praia e punha-se a discursar para o mar, tendo Empédocles na boca."
(Plutarco, em Vidas Paralelas)
setembro 6, 2005
Por que temo a literatura
Porque tenho medo de ir para o Inferno e ser colocado no Círculo do Livro, tendo que discutir A Moreninha para sempre com "o pessoal do clube de leitura".
O Apocalipse fica aqui tão perto
AQUI, DISCUSSÃO SOBRE RELIGIÃO:
"Impedir o Apocalipse é pecado, vai contra a Ordem Dele. Não mexa com blogueiros. 'Let it snow', como diz o outro."
(in Fausto)
O outro e o tema do Apocalipse:
Oh, the weather outside is frightful,
But the fire is so delightful
And since we've no place to go,
Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!
It doesn't show signs of stopping
And I've bought some corn for popping.
The lights are turned way down low.
Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!
When we finally kiss goodnight
How I'll hate going out in the storm.
But if you'll really hold me tight.
All the way home I'll be warm.
The fire is slowly dying
And, my dear, we're still goodbye-ing
But as long as you love me so
Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!
Written by St. John
Music by The Hell's Angels
Roberto da Matta - o terrível assassino das florestas
Quando coloco as crianças para dormir, sempre peço beijinho e faço questão de avisar, antes de fechar a porta:
"Durmam logo, senão o Roberto da Matta vem pegar vocês."
Elas adoram e dão gritinhos de incontida alegria.
Coisas em que gostaria de acreditar
Na Teoria do Designer Inteligente.
Nunca vi nem comi, eu só ouço falar.
setembro 4, 2005
O POVO vs. ZÉ PALITO
"Cinema não é arte, cretinos. Cinema é o que era pra ser o teatro, mas não entenderam. Por isso o cinema nunca decepciona. Por isso o cinema é thumbs up."
(Johann Wolfgang von Goethe)
setembro 3, 2005
setembro 2, 2005
Vim da Bahia – Poema da Raça
TODOS
“Vim da Bahia, meu nome é ninguém
Cê fosse viado, cê dava pra quem?”
todos de pé
TODOS
“Vim da Bahia, meu nome é ninguém
Cê fosse viado, cê dava pra quem?”
O CELEBRANTE
“Sou índio, sou forte, sou filho do Norte
Meu grito de morte, guerreiros ouvi”
TODOS
“Vim da Bahia, meu nome é ninguém
Cê fosse viado, cê dava pra quem?”
O CELEBRANTE
“Não comerei d’alface a verde pétala
Nem da cenoura as hóstias desbotadas”
TODOS
“Vim da Bahia, meu nome é ninguém
Cê fosse viado, cê dava pra quem?”
O CELEBRANTE
“Tinha uma pedra no meio do caminho
Do lado de lá o sertãzinho de Caxangá”
TODOS
“Vim da Bahia, meu nome é ninguém
Cê fosse viado, cê dava pra quem?”
RENATO
“Esse coqueiro que dá coco
Nas noites claras de luar
A minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá”
TODOS OS BRASILEIROS
sentados
ENTRA O PAU-BRASIL
(con esaltazione)
“O a me, sceso dal trono
dell'alto Paradiso,
guarda ben fiso, fiso di tua madre la faccia!
che ten resti una traccia, guarda ben!
Amore, addio! Addio! Piccolo amor!”
(con voce fioca)
“Va, gioca, gioca!”
ENTRA ZAGALLO E ABRAÇA O PAU-BRASIL
“Voa, canarinho, voa
Mostra pra esse povo que és um rei
Voa, canarinho voa
Mostra lá na Espanha o que eu já sei
Verde, amarelo, azul e branco
Forma o pavilhão do meu país
O verde toma conta do meu canto
O amarelo, azul e branco
Fazem o meu povo feliz
E o meu povo toma conta do cenário
Faz vibrar o meu caralho
Enaltece o que ele faz
Bola rolando e o mundo se encantando
Com a galera delirando
Tô aí e quero mais, mas vôôôa”
ENTRA O DEUS SEX-MACHINA
“Ave dolorosa!
Ave perdida para sempre - crença
Perdida - segue a trilha que te traça
O Destino, ave negra da Desgraça,
Gêmea da Mágoa e núncia da Descrença!
Dos sonhos meus na Catedral imensa
Que nunca pouses. Lá, na névoa baça
Onde o teu vulto lúrido esvoaça,
Seja-te a vida uma agonia intensa!
Vives de crenças mortas e te nutres,
Empenhada na sanha dos abutres,
Num desespero rábido, assassino...
E hás de tombar um dia em mágoas lentas,
Negrejadas das asas lutulentas
Que te emprestar o corvo do Destino!”
UM CAIXÃO É ATIRADO NO PALCO COM ESTRONDO, BALÕES EM FORMA DE CORAÇÃO CAEM DO TETO E COBREM O CENÁRIO, ENTRA A MÚSICA ROBOCOP GAY EM MÁXIMO VOLUME, OS ATORES AGRADECEM O PÚBLICO (CRUZANDO AS MÃOS COM OS POLEGARES UM CONTRA O OUTRO E MÃOS ESPALMADAS SOBRE O PEITO IMITANDO UMA POMBA), DESCE O PANO
* se houver quem se habilite a integrar o elenco, topo encenar desde já. Como autor e pessoa cheia de ginga que sou, requeiro o papel de Zagallo.
A Segunda Vinda
Girando e girando no círculo que se alarga
A galinha não consegue escapar do galinheiro
As penas esvoaçam-se; o centro não se mantém
Mera galinha solta sobre o mundo
A maré de molho pardo a espera, em toda parte
Sua própria inocência foi ensopada
As piores perderam toda a convicção
Enquanto as melhores estão cheias de farofa temperada
W. B. Yeats






