maio 20, 2006
Aos amantes do vinho
Vinho Natal
Presença constante nas celebrações familiares das classes trabalhadoras, este vinho festivo e alegre deixa um agradável gostinho de uva na garganta quando retorna com o resto da comida nos refluxos gástricos de depois da ceia familiar.
Produzido e engarrafado por Alberto Belesso Indústria e Comércio de Bebidas Ltda (mesmo fabricante do celebrado San Tomé), no Parque Industrial de Jundiaí – SP, o Vinho Natal pode ser apreciado nas variedades branco e tinto (frisante, seco ou suave).
Os tintos da linha Natal - como todos os tintos, diga-se de passagem - precisam respirar antes de serem servidos. O fabricante aconselha “deixar a garrafa aberta por cerca de uma hora antes de servir, ou transferir o vinho para um décanter, uma jarra ou uma garrafa de cristal”. Para quem acha esse refinamento excessivo, avisamos que já deixamos este maravilhoso “tinto de Jundiaí” descansar numa garrafa PET usada de Guaraná Antarctica, e que os resíduos do sabor champanhe do Guaraná Antarctica só fizeram realçar as melhores características deste vinho tão aeróbico.
Vai bem com frango, farofa e macarronada. Sirva gelado.
Château Duvalier
Não se deixe enganar pelo pomposo nome francês. Château Duvalier é um nacional legítimo, produzido pela Casa Vinícola De Lantier, divisão da Bacardi-Martini do Brasil, em Garibaldi, no Rio Grande do Sul. Lançado em 1968, foi o primeiro vinho nacional elaborado a partir de uvas viníferas (os nacionais anteriores a essa revolução eram feitos de quê? Maguary Uva?).
Encontrado nas variedades branco e tinto (tinto seco, gamay seco, cabernet franc demi seco, deborah secco), este robusto fermentado de uvas leva sacarose, conservador INS 202 e INS 220, o que permite que descanse tranqüilamente na adega antes de amadurecer completamente (mesmo assim, fique atento à data de validade).
Asperamente tânico, este vinho tem personalidade forte e marcante - por vezes assassina, dependendo da quantidade ingerida -, e cai bem com pratos que compitam com seu sabor pronunciando, preferivelmente aqueles pratos cujo sabor se sobreponha completamente ao da bebida, como alho ou aliche.
Anote aí: as abundantes chuvas ocorridas na região de Garibaldi no ano de 2004 deram aos lotes 6534090/n2 a 655345/n2B um gosto marcadamente adocicado, que contrasta agradavelmente com o amargor peculiar do conservador INS 202.
Chapinha
Disponível em três variedades (Chapinha Tinto Suave e Tinto Seco, Chapinha Branco Suave), o aclamado Chapinha há anos goza de prestígio nacional entre botequeiros e estudantes universitários. Produzido e envasado pela Passarin Indústria e Comércio de Bebidas Ltda, os vinhos Chapinha contam com a qualidade dos vinhos da nobre região do Vale do Jundiaí e têm a salubridade garantida pela Vigilância Sanitária.
Já houve quem comparasse o Chapinha a “um cobrador de loja popular”, tamanha sua insistência em retornar no dia seguinte para cobrar a dívida de quem teve qualquer contato com ele. Apesar disso, é um vinho generoso, e com ele pode-se fazer muitas batidas e receitas. Nós mesmos criamos uma batida especialmente poderosa com o Chapinha Tinto Seco, que batizamos de “Sangue da Hidra”, cuja receita não podemos publicar aqui pois requer a supervisão de um médico e a assinatura de um termo de responsabilidade. Para compensar, publicamos uma receita retirada do site do fabricante:
Carne Delícia CHAPINHA
- 1 kg de patinho
- 3 cebolas médias
- 3 batatas grandes
- 4 tomates
- ½ copo de VINHO CHAPINHA TINTO SECO
- Temperos diversos (louro, manjericão, orégano, etc.)
- Sal e pimenta a gosto
Fatie a batata, a cebola e o tomate. Faça camadas numa panela de pressão com o patinho, em bifes, a cebola, a batata, o tomate e os temperos. Regue com CHAPINHA TINTO SECO. Salgue a gosto. Tampe e cozinhe por 40 minutos aproximadamente. Sirva quente acompanhada de arroz branco.
Lucrécia Bórgia não faria melhor.
Boa sorte e bom apetite!
maio 18, 2006
Bom sinal

Ontem ele jogou mal. Pra ele, aquilo é jogar mal (não entendi Sua insistência em explicar a intenção com gestos naquela bola que escapou. Calma, filho, todo mundo sabe que você é o futebol-carne).
O que importa é que ficou frustrado. Vai pra Copa esperando a consagração total, merecida. Só não vai conseguir se o Parreira estragar (e ninguém subestime a INVEJA HUMANA, treinadores sabotam sistematicamente quem lhes ofusca o brilho. Pergunte ao Baixinho).
Eu sou o primeiro a carregar-lhe o andor. Uma coisa dessas e as pessoas alienadas, comentando política, religião, lançamento literário, cinema...
Gente chinfrim. O próprio Apocalipse lhes passaria despercebido. Grosseiros.
maio 15, 2006
CONVOCAÇÃO DA SELEÇÃO DECEPCIONA PAULISTAS
Ainda agora no Último Segundo